À medida que a dinâmica dos Estados Unidos se orienta para o intervencionismo, a Europa deve assumir a liderança na consolidação de novas parcerias estratégicas.
Num panorama geopolítico cada vez mais marcado por uma viragem acentuada para o intervencionismo por parte da nova Administração Trump, a Europa encontra-se numa encruzilhada decisiva. No entanto, em vez de sucumbir à fragmentação do mundo em esferas de influência, a Europa tem a oportunidade de promover uma nova geração de parcerias estratégicas globais para fomentar uma maior cooperação internacional, com vista a enfrentar os desafios existenciais do nosso tempo. Este foi o cerne da mensagem transmitida por Maria João Rodrigues, presidente do Conselho Consultivo da Re-Imagine Europa, durante as suas intervenções na “AI House” e nos eventos do “Leaders Forum” organizados no âmbito do Fórum Económico Mundial, em Davos, em janeiro de 2026.
Ao intervir no painel «Diplomacia Científica: Promover a Cooperação Internacional através da Investigação e da Inovação» do “Leaders Forum”, Rodrigues articulou uma visão em que a força da Europa é medida pela sua democracia inclusiva e pela amplitude e resiliência das suas redes. «A soberania digital é um imperativo absoluto para o futuro da Europa, mas deve andar de mãos dadas com uma cooperação internacional mais profunda», argumentou. «A Europa deve liderar o caminho para o futuro, construindo uma nova geração de parcerias estratégicas.»