Em abril de 2026, o Conselho Consultivo da RIE debateu a oportunidade da Europa se tornar a arquiteta da civilização digital.
«Não aos autocratas. Não a um mundo de impérios».
«Compreensão comum dos direitos humanos e da dignidade».
«Autonomia estratégica e novas parcerias estratégicas».
Num contexto de instabilidade geopolítica e aceleração tecnológica, o Conselho Consultivo da Re-Imagine Europa (RIE) reuniu-se em Bruxelas com uma ambição clara: não se limitar a diagnosticar os desafios da Europa, mas sim construir uma nova narrativa para a liderança global da Europa na era digital.
No centro da discussão esteve o reconhecimento partilhado de que a Europa tem, com demasiada frequência, se definido de forma reativa, presa entre a nostalgia por uma ordem global em declínio e um pessimismo generalizado em relação ao futuro. Nenhuma dessas opções, argumentaram os participantes, oferece um caminho viável para o futuro. Em vez disso, a Europa deve articular um sentido de propósito mais assertivo, assente nos seus próprios valores e capacidades.
Maria João Rodrigues, presidente do conselho consultivo, resumiu esta mudança de forma sucinta: «Temos de nos orgulhar da nossa capacidade, enquanto civilização, de construir a democracia a todos os níveis. Àqueles que pensam que podem reorganizar o mundo apenas através da tecnologia militar e do poder económico, temos de dizer que não aceitamos isso.» A sua intervenção deu o tom para uma reflexão mais ampla sobre a Europa, não apenas como um ator regulador, mas como uma força política e civilizacional capaz de moldar